Aumento das tarifas de importação em 28 NCMs Químicos

O cenário recente do setor químico passou por uma alteração com a publicação das Resoluções Gecex nº 963 e 969/2026, determinando a elevação em até 20% nas alíquotas do Imposto de Importação para 28 códigos NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul).
A medida, que abrange matérias-primas como solventes, poliésteres, PET, polipropileno (PP), polietileno (PE) e tensoativos, possui uma vigência temporária de 12 meses (de 17/10/2026 a 16/10/2027).
O mercado já sente os reflexos, o insumo importado diretamente não ficou apenas mais caro, mas a operação de importação direta tornou-se mais cara e arriscada.
Para indústrias que dependem desses produtos químicos, o desafio extrapola a simples absorção do custo adicional. A nova realidade impõe questões como:
Vale a pena manter a importação direta com custos adicionais e maiores riscos cambiais/logísticos?
Como homologar uma alternativa nacional com agilidade sem interromper a linha de produção?
É o momento de ajustar a formulação técnica ou buscar um grau técnico?
“Tratar essa mudança apenas como um problema de Compras é um erro. Compras pode mitigar o impacto imediato. Mas preservar competitividade exige inteligência de suprimentos, capacidade técnica e agilidade operacional”, avalia Guilherme Barbosa, químico da Intercroma.
Trabalhar com parceiros de distribuição estruturados transforma essa transição em uma vantagem competitiva, evitando gargalos de abastecimento e perda de margem.
Para consultar a documentação completa do Diário Oficial da União e as posições da indústria:
Resolução Gecex nº 963/2026: Elevação tarifária temporária de 24 códigos NCM por razões de desequilíbrios comerciais.
Resolução Gecex nº 969/2026: Inclusão de quatro resinas termoplásticas na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec).
Resumo Consolidado ABIQUIM: Dados e posicionamento oficial da Associação Brasileira da Indústria Química.






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